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segunda-feira, 2 de março de 2026

MENTIRA !!!

 


Você sempre vem com mentiras.
Fala como se nada tivesse acontecido.
Quem foi que lhe disse
Que eu acredito em tudo o que você diz?
Mentiras — é só o que você sabe dizer.
Mentiras — você vive deslizando nelas.
Mentiras — é só o que você sabe dizer.
Mentiras — é no que você mais acredita, maldita!
Tudo o que eu sempre fiz na vida
Foi por uma boa causa,
Mas você nunca entendeu —
Vive só me acusando e mentindo!
Quantas vezes eu já lhe disse
Que nunca menti pra você?
Todas as suas acusações
São porque você não quer entender.
Mentiras — é só o que você sabe dizer.
Mentiras — você vive deslizando nelas.
Mentiras — é só o que você sabe dizer.
Mentiras — é no que você mais acredita, maldita!
(Por : JH2)

segunda-feira, 21 de julho de 2025

AÇOITE BY JH2


 Já passa de meia-noite

E não consigo dormir

Será que eu já fui?

Ou ainda tem açoite?

Bendita noite em que te conheci

Tudo era tão maravilhoso!

Mas o tempo passou

E nas nuvens negras te perdi

Será que tudo foi um sonho?

Ou epilepsia?

Sinto gelada a minha espinha dorsal

Tudo agora é tão medonho!

Olho para o céu azul carmim

Vejo nele tua face angelical

Sorrindo para mim

Preciso aprender a voar

Perdido ainda estou

Tenho que lhe reencontrar

(Borges, W.M.)

domingo, 20 de julho de 2025

Como uma águia americana - JH2

 


Bom, eu até que tentei, mas não sei não, cara. Veja: eu tenho olhos para “olhar”, cabeça para pensar e... não muito tempo para sonhar.

Por falar em sonho... na noite passada sonhei que estava voando — literalmente.
Sempre acontece isso. Eu voava ao redor de uma montanha e, quando cheguei lá em cima, no topo, olhei para baixo... e não vi o solo. Só uma névoa escura.
Meu Deus!

No topo da montanha, havia um muro enorme!
Mas perceba que coisa engraçada: eu voei até lá em cima, mas depois não conseguia pular o muro. Fiquei encurralado.
Nossa... que sensação estranha.

Alcancei o topo, mas não conseguia mais voar!

Céus!
Permita-me... o que fazer agora?
Na minha frente, um muro muito alto. Atrás de mim, um abismo incomensurável. Desmedido.

Meu pai, chame a mamãe, estou de partida!

Quero de novo as minhas asas. Eu as mereço.
Não, não, não... aqui eu não posso ficar!

Então, em desespero, comecei a dar uns pulos — com muito esforço.
Eu sentia uma enorme dificuldade para me elevar. Cada pulo dava a impressão de pesar uns 200 quilos sobre o meu corpo.

Sansão, o leão está vindo. O que faço agora?!

Por um momento, percebi que não tinha mais jeito. Saltar no vazio era a única solução.

Ernesto...

Depois de muitas lágrimas, com um nó na garganta, pensei:
“Ah! Não vou viver para sempre mesmo... O jeito é pular daqui de cima, e me esborrachar lá embaixo. Talvez assim eu conheça o outro lado do mundo. Outra dimensão.
Mas será que existe mesmo o outro lado?”

Pra saber... só pulando.

Então respirei bem fundo. Enchi os pulmões de ar.
Me senti um deus (um deus do nada, um deus do vazio)...
E saltei.

Saltei como quem salta numa piscina, ou no mar.
E então... por incrível que pareça: eu não caía. Eu voava.

Voava como uma águia americana.

Nossa! Como era gostoso!

Logo em seguida, a névoa feia desapareceu. E eu vi a terra... linda, verdinha, com seus lagos límpidos, montanhas azuis, homens trabalhando na lavoura.
As mulheres caminhavam com cestos cheios de roupa.
As crianças corriam, brincando umas com as outras.

Tudo era lindo. Divino. Maravilhoso (como diria Caetano).

Então, de repente, ouvi um som — bem longe:
Triiim... Triiim...

Acordei. Era o alarme do meu celular.
Me avisando que eu tinha que cumprir mais um dia de trabalho.

Levantar. Ir até o banheiro. Fazer xixi. Lavar o rosto. Olhar a minha cara amassada no espelho.
Tomar o café da manhã. Vestir uma roupa decente (a armadura sem elmo, todo dia). Escovar os dentes. E ir...
...em direção ao inferno (não o de Dante).

Que chato! Que saco! Não aguento mais!
Eu não quero mais isso.

Eu só quero é... voaaaaaaar!

ANEDOTAS & PIADAS #53