terça-feira, 31 de março de 2026

CORNO VÉIO !

 


Inocêncio Ferreira, assíduo funcionário do Correios, trabalhando, sentado, conferindo carimbos e certidões, sentiu-se mal, suando frio, gritou para seus colegas:

– Socorro! Estou com dor no peito. Estou com…

Não terminou a frase, sua cabeça pendeu, caiu de bruços em cima do birô. Deitaram Inocêncio no chão, afrouxaram a roupa, uma jovem fez respiração boca-a-boca. Quando a ambulância chegou, estava morto.

Inocêncio era homem sério, austero, funcionário exemplar. Tinha 52 anos, 29 dedicados ao serviço público, nunca faltou um dia à repartição. Homem formal, não bebia, nunca fumou. Tinha um físico magro de dar inveja aos amantes da malhação. Não sabia que seu coração era fraco. Todos esses predicados enchiam de orgulho à esposa. Maria Augusta afirmava convicta.

– Homem sério e decente é Inocêncio, por ele ponho a mão no fogo. Os amigos concordavam. Apenas algumas amigas mais íntimas, diziam para si mesma que Augusta poderia queimar as mãos. Inocêncio tinha um divertimento, gostava de pescaria. Em fim de semana, muitas vezes, viajava com amigos para pescar no litoral Sul de Alagoas.

O campo santo Parque das Flores estava cheio de amigos e curiosos. Maria Augusta arrasada, muita comoção no cemitério. Os amigos abraçavam, consolavam. Por conta do estado emotivo, ela não percebeu que uma senhora desconhecida chorava além do normal. Muitos notaram quando uma mocinha de seus treze anos aproximou-se do caixão depositou uma rosa, teve acesso de choro e chamou Inocêncio de pai. Essa senhora retirou a jovem discretamente.

Ao terminar a missa de sétimo dia, a viúva foi procurada pela senhora, morena, bonita, cabelos escorridos, olhos irritados vermelhos.

– Dona Augusta, eu me chamo Josefa, preciso falar com a senhora, assunto de nosso interesse.

A viúva, que estava abraçada à sua única filha, Rosinha, de treze anos, convidou-a para tomar café em sua casa com os amigos. Os parentes mais próximos tomaram o lauto café da manhã, lembrando Inocêncio que deveria estar no céu àquela hora.

Depois que todos saíram, Augusta chamou a senhora para conversar na varanda. Josefa entrou no assunto, direta, sem preparar a viúva:

– Dona Augusta a senhora precisa saber agora, não se pode adiar. Eu e Inocêncio há alguns anos tivemos uma relação amorosa. Tenho duas filhas com ele. A mais velha, Rosália, é essa que está na sala conversando com sua filha. São irmãs, incrível, nasceram quase no mesmo dia.

Augusta arregalou os olhos, desnorteada com a imprevisível notícia. Foi um choque como se tivesse levado um coice no estômago. Não admitiu. Não podia acreditar. Respondeu aos berros para Josefa.

– Mentirosa, ponha-se para fora! Não manche o nome de meu marido!

A amante sem fazer barulho disse apenas com firmeza:

– A Senhora precisava saber. Eu aceitei ser amante porque amava Inocêncio. Ele não era um santo, como a senhora pensa. Tome meu cartão, telefone-me quando acalmar. Meu advogado vai procurar a senhora.

Saiu levando sua filha que havia adorado a nova amiga, sua meia irmã e não sabia.

Pela tarde, Lindalva, uma vizinha, bateu à porta. Augusta atendeu se lamentando, chorando:

– Descobri a traição! Eu era corna e não sabia!

Lindalva teve um choque. Começou a chorar e inesperadamente confessou com voz baixa.

– Desculpe Augusta! Agora que você descobriu, quero dizer que não tive culpa. Inocêncio quando me via começava a falar aquelas coisas bonitas. Era um finório na lábia. Juro que dei a primeira vez porque prometeu parar com aquelas cantadas. Peço perdão, pelo amor de Deus.

Augusta ficou atônica e estarrecida com a nova descoberta. Botou Lindalva para fora de casa. Chorou o resto do dia. Inconformada com as histórias amorosas do defunto, ficou reclusa em sua casa. Passou um tempo sem receber ninguém, com vergonha de ter sido uma idiota. Uma incontrolável raiva de Inocêncio apoderou-se de sua alma. Na noite da missa do 30º dia, ela reapareceu, escandalizando. Entrou na Igreja com um vestido vermelho, bem decotado e justo, transparecendo as bonitas pernas. Chocou mais ainda, quando, no final da missa, convidou as amigas para dar uma volta na noitada da cidade.

A partir dessa noite Augusta se liberou. Dá para quem tem vontade. Não perde as baladas de fim de semana. Quando entra em casa, bêbada, olha o retrato do marido com a filha e ela, pendurado na parede, e pragueja.

– Agora sou livre. Dou a quem eu quiser. Corno Véio!

Autor : Carlito Lima

-----------------------------------------------------------------------------------


O chifre ali em cima não é decoração — é logo oficial da experiência.

Não é bar, não é clube… é instituição de acolhimento emocional coletivo.

Ali não tem julgamento — só confirmação.

O cara entra triste e sai… rindo da própria desgraça.

E o melhor: quem entra já sabe o motivo. Transparência total!

Aqui não se esconde nada — nem a dor, nem os chifres.

Fidelidade pode falhar, mas o humor… jamais.

Não é derrota — é associação.

Uns pagam terapia… outros entram pra confraria.

O sujeito não perdeu tudo — ainda ganhou um título honorário.

Isso aí é o Brasil na sua forma mais genial: transforma tragédia em piada e ainda pendura na parede com orgulho.

Por: Maurino Jr.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------

MAIS:

"Corno" refere-se popularmente a uma pessoa traída pelo companheiro(a), sendo um termo pejorativo que denota infidelidade e, às vezes, aceitação da traição. Em contextos animais, descreve chifres permanentes de queratina, como em bois. O termo também pode ser usado no contexto de fetiches sexuais (cuckolding).

Sinônimos e Variações
  • Cornudo, chifrudo, traído, cornaça.
  • Corno manso: Alguém que aceita a traição de forma passiva.
  • Cuckold: Termo em inglês para marido traído.
Exemplos de Uso e Contextos
  • Como Insulto/Gíria: Usado para humilhar alguém que foi traído, sugerindo que a pessoa é fraca ou boba.
  • Fetiche: Refere-se à prática sexual onde o parceiro sente prazer em ver o outro com terceiros.
  • Biologia: Estrutura óssea revestida de queratina que cresce continuamente, comum em bovinos (diferente de galhadas de cervos, que caem).
  • Uso Popular/Humorístico: A "cultura do corno" é frequentemente explorada em piadas, músicas sertanejas e na cultura popular brasileira.
Tipos de Corno (no humor popular):
  • Corno manso: O que sabe e aceita.
  • Corno cagão: O que vê e não faz nada, agindo de forma covarde.
O termo também pode ser usado para descrever o instrumento de sopro "corno inglês" ou as pontas da lua crescente.


ANEDOTAS & PIADAS 33

 


segunda-feira, 30 de março de 2026

ZINGA BAR - MACEIÓ 1960

 


Robertinho dirigia feliz da vida seu Gordini vermelho numa noite de sexta-feira. Solteiro, boêmio, 27 anos, iniciava mais um fim-de-semana de alegria. Percorria a estrada do Litoral Norte rumo ao Zinga Bar, de repente sentiu o carro “morrer”, parou no acostamento, abriu o capô, olhou com ajuda de uma lanterna se alguma peça estava solta, não entendia de motor; trancou o carro, travou-o, dia seguinte viria com um mecânico. Ficou na estrada pedindo carona. Por sorte parou uma Kombi, eram amigos, tinham o mesmo destino.

O Zinga Bar era o ponto da juventude bonita de Maceió. Empreendimento arrojado de Cláudio Brabosa, a construção se estendia à praia de Riacho Doce, o grande sucesso da cidade dos anos 60. Aliás, revolucionário para aquela geração que mudou o mundo. As moças casadouras daquela época só saiam à noite acompanhadas dos pais para festas em casa de famílias ou clubes. Depois do Zinga Bar a mulherada não foi mais a mesma, deu um grito de liberdade frequentando aquele Bar-Restaurante-Boate e outros recantos aprazíveis. Foi quando apareceu a pílula. Dava-se início a revolução sexual das jovens. A virgindade deixou de ser tabu. É bom registrar esse marco histórico nos costumes da cidade.

Ao chegar no Zinga Bar tomaram uma mesa ao ar livre, podia-se conversar melhor e ver a lua tremeluzindo o mar de Riacho Doce. Mesa cheia: três amigos, duas belas jovens e uma coroa, risonha, solteirona, quarentona, tia de uma das jovens. Conversa divertida, maior alegria quando a banda iniciou os acordes, “Love is a many splendore thing”. Yolanda, a coroa, convidou Robertinho para dançar. No dancing, bela vista para o mar, juntaram-se o corpo dançando com leveza ao som do sax e clarinete. Ela puxou Robertinho, arrochou, rosto e corpo colocados, mudos, o carinho da mão na nuca, a rigidez nas pernas falava mais que qualquer palavra. A orquestra parou para descanso, o casal retornou à mesa. Bom uísque, tira-gosto, muita conversa, a coroa com os pés descalços por baixo da mesa alisava Robertinho. Certa hora a Banda animou, “Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo, olha pra que balão multicor, como no céu vai sumindo…” Todos levantaram dançando feito quadrilha ao som de músicas juninas de Gonzaga. Cada vez mais Robertinho e Yolanda se atraiam, deu-se o desejo imenso e ânsia louca de beijo na boca.

Ao retornar à mesa, Robertinho cochichou no ouvido do amigo, pediu a Kombi emprestada, voltava logo. O casal se escafedeu, um quilometro a mais, Robertinho encostou a Kombi embaixo de uma árvore, à meia luz de uma lua maravilhosamente prateada tiveram momentos de amor no banco traseiro como apenas os grandes amantes conseguem.

Retornaram com aquele sorriso maroto dos bem amados satisfeitos, de bem com a vida. Os companheiros de mesa perceberam, não houve uma piada, uma recriminação, a juventude mudava o comportamento, fazer amor é necessidade natural como beber um copo d’água para matar a sede. Dançaram, rodaram, beberam até o dia amanhecer, os boêmios desceram à praia foram cumprimentar o dia nascendo, dançando ciranda, pegando o Sol com a mão.

Dia seguinte Robertinho acordou-se por volta de meio dia, telefonou para um amigo, mecânico de automóvel, foram em busca do Gordini quebrado. A grande surpresa, o carro arriado no chão, a jante no asfalto do acostamento, levaram os quatro pneus, no vidro traseiro escrito em batom: “Obrigada pelo presente, um beijo de sua Odete”. O jeito foi arranjar quatro pneus velhos numa borracharia, levar o Gordini para casa. Na segunda-feira nosso boêmio recebeu um telefonema anônimo informando, os quatro pneus “roubados” estavam guardados com o vigia do Zinga Bar. Assim eram as brincadeiras, meio pesadas, da juventude dourada e bem humorada.

Texto : Carlito Lima

ANEDOTAS & PIADAS #32

 

sábado, 28 de março de 2026

A COZINHEIRA DE IPIOCA

 

– O que é isso Doutor? – Sussurrou Edileuza quando Adolfo beijou de leve seus lábios.

Há mais de dois meses ela foi contratada como cozinheira na casa de Dona Virgínia. Desde a hora que a viu, o patrão teve uma compulsão, atração irresistível a seus lábios carnudos, sensuais. Sentiu imensa vontade de beijar a morena de sorriso branco.

Adolfo desde que se aposentou entregou-se ao lazer, ao ócio. Todos os dias durante a tarde assiste a um filme na televisão ou entra no Facebook. Ler bons livros, tomar um uísque faz parte de suas predileções. Pelo menos uma vez por mês cumpre suas obrigações matrimoniais com Dona Virgínia, vida tranquila, despreocupada, saudável, mas monótona. Ao aparecer a nova empregada deu uma catarse em sua libido, vivia espreitando a jovem, olhando as pernas, o andar e principalmente sonhava com os lábios carnudos da morena.

Certo dia, surpreendeu Edileuza, antes de sair, roubando da geladeira pedaços de carne, frutas e verduras, colocou na bolsa sem perceber que o patrão olhava. Na hora da saída, Adolfo chamou-a mandou abrir a sacola, provas irrefutáveis, o fruto e as frutas do roubo. Ela começou a chorar pedindo por tudo, não dissesse à patroa, era a última vez, devolvia tudo, só tinha aquele emprego para sustentar duas filhas adolescentes, morava num casebre em Ipioca. Chorava, pedindo a Adolfo. Ele se conteve, deu-lhe vontade de abraçá-la. Prometeu não contar se jurasse nunca mais levar um palito da casa! Ela sorriu apertou, alisou a mão do patrão, olhou nos olhos, saiu apressada.

Dia seguinte ao encarar Adolfo, ela piscou o olho, foi um alívio, ficou grata ao patrão, continuou seu trabalho na cozinha. Ela percebeu os olhares pidões de Adolfo desde que chegou. Depois do flagrante, quando Dona Virgínia saía Edileuza ficava displicente nos modos de sentar, cruzar pernas, rebolar. Ao falar com o patrão olhava-o nos olhos, provocava-o, ele cada dia mais tentado a fazer uma besteira, o Diabo veste avental.

Numa sexta-feira, Virgínia foi encontrar-se com as amigas, Adolfo chegou da rua alegre, cantando, com fome de anteontem. Ao servir à mesa, uma excelente arabaiana frita, Edileuza abaixou-se mostrando o generoso decote estufado por dois melões morenos, o coroa respirou fundo.

Adolfo foi tomar o cafezinho na cozinha. Edileuza encheu a xícara, açúcar, entregou-a olhando para os olhos da patrão, bem perto um do outro. Adolfo não aguentou, deu um beijo leve em seus lábios. Ela sussurrou com um sorriso maroto – “O que é isso Doutor?” – Ele respondeu com o sangue a ferver, “É só um beijo, apenas um beijo, não se importe fica nisso”. Edileuza deu uma gargalhada contou um segredo – “Minha tia Zefinha costumava dizer: dá certo não com patrão.”

Adolfo deixou a xícara cair, abraçou a morena num ímpeto de jovem abocanhou os lábios mais gostosos, mais sensuais que já havia experimentado em todos os anos de vida. A morena, não se fez de rogada, sabia beijar melhor que qualquer artista de televisão. No chão da cozinha aconteceu a primeira vez. Tia Zefinha tinha razão. Ao terminar, ela despenteada, “o senhor é louco patrão”, cada qual para seu lado como se nada tivesse acontecido, Adolfo entrou no computador, Edileuza continuou a faxina na cozinha. No momento da saída, ele colocou uma nota de R$ 100,00 na bolsa da morena, para o ônibus. Prometeram não fazer mais em casa. Durante a semana num motel é mais apropriado.

Adolfo anda feliz, remoçou, vive de bem, tem maior cuidado, foi um acontecimento em sua vida monótona. Dona Virgínia contagiou-se com o bom humor do marido, anda feliz como nunca. Edileuza continua excelente cozinheira, maior respeito ao patrão, exceto nos momentos de amor numa tarde de folga no motel Star. Adolfo aumentou o salário da jovem em 80%. Acabou-se a vida monótona de todo dia igual aos outros. Espera a tarde de folga na quarta-feira, e passa horas agradáveis com a Cozinheira de Ipioca.

Autor: Carlito Lima

domingo, 22 de março de 2026

A ORIGINAL E A VERSÃO #18

  A música é uma linguagem universal. Algumas canções atravessam décadas, oceanos e idiomas, ganhando novas interpretações, novos sentidos e novas emoções. Muitas delas nasceram em um país e foram recriadas no Brasil e em várias partes do mundo, provando que uma boa melodia não pertence a um só  povo, mas à humanidade inteira. 

Joe Esposito - Lady Lady Lady - Almir Bezerra - Lady Lady Lady



Joe "Bean" Esposito é um cantor e compositor estadunidense que fez sucesso na década de 1980. Que saber mais sobre o Joe Esposito, então clique AQUI



Em 1964 foi um dos criadores do conjunto The Fevers, que alcançou grandes sucessos no movimento Jovem Guarda. Em 1969 teve sua primeira composição gravada pelos Fevers, “Ela”. No ano seguinte foi a vez de “Esse mundo louco” e “Você morreu pra mim”, parceria com Miguel e Rossini Pinto. Entre outras músicas de sua autoria gravadas pelo conjunto The Fevers estão “O amor é a razão”, “O tempo vai passar” e “Não quero te perder”. Em 1982 lançou seu primeiro disco solo, “Ainda existe amor”, com entre outras, “Enquanto eu viver” e “Uma carta”, parcerias copm Rossini Pinto e “Anjo da noite”, de Paulo Massadas, Michael Sullivan e Rossini Pinto. Em 1983 lançou o LP “Bate forte no peito”, com duas parcerias com Rossini Pinto, “Só o seu cafuné” e “A saudade que ficou”, além de “Velejar”, de Fernando Augusto e Antônio Damasceno, entre outras. Em 1986 lançou o LP “Ritmos do coração” no qual interpretou diversos clássicos da música romântica brasileira, entre as quais, “Apelo”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, “A noite do meu bem”, de Dolores Duran, “Vingança”, de Lupicínio Rodrigues e “Fracasso”, de Mário Lago. No ano seguinte gravou “Ritmo do coração volume II”, cantando “Ouça”, de Maysa, “Marina”, de Dorival Caymmi e “Balada triste”, de Esdras Silva e Dalton Vogeler, entre outras. Em 1988 lançou “Ritmo do coração volume III”, “Nossos momentos”, de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, “Atiraste uma pedra”, de Herivelto Martins e David Nasser e “Deixei de te amar”, de sua autoria e Pedrinho, entre outras. Em 1995 participou com o conjunto The Fevers das comemorações dos 30 anos da Jovem Guarda.(Fonte : dicionário mpb)




sexta-feira, 20 de março de 2026

PIROGRAFIA - QUER UM TRABALHO? É SÓ LIGAR NO WHATSAPP

 


A pirogravura (ou pirographia) é uma técnica artística que consiste em desenhar, escrever ou decorar superfícies queimando o material com calor controlado.

O nome vem do grego:

“pyro” = fogo

“graphos” = escrita

Ou seja, literalmente significa “escrita com fogo” 

 Como funciona a pirografia?

O artista utiliza um aparelho chamado pirógrafo, que é parecido com um ferro de solda. Ele aquece uma ponta metálica que, ao encostar no material, queima levemente a superfície, criando traços, sombras e texturas.

 Materiais mais usados

A pirografia pode ser feita em vários materiais, principalmente:

Madeira (o mais comum)

Couro

Cortiça

Papel especial

 O que dá para fazer?

Com essa técnica, é possível criar:

Desenhos artísticos

Retratos

Letras decorativas

Placas e quadros

Artesanato personalizado (caixas, tábuas, etc.)

 Características da pirografia

Os desenhos ficam em tons queimados (marrom, sépia)

Permite efeitos de sombra e profundidade

Cada peça é única (feito à mão)

Muito usada em artesanato e arte decorativa

 Curiosidade

A pirografia é uma técnica muito antiga, usada desde civilizações antigas para decorar objetos, antes mesmo da eletricidade — naquela época, o calor vinha de brasas ou metais aquecidos no fogo.

quarta-feira, 18 de março de 2026

COM QUE FREQUÊNCIA VOCÊ OUVE MÚSICA?

Um estudo publicado no jornal International Journal of Geriatric Psychiatry, investigou a relação entre atividades musicais e o risco de demência em idosos.

A pesquisa analisou dados de mais de 10.800 adultos com 70 anos ou mais e descobriu que aqueles que escutavam música com frequência apresentavam cerca de 39% menor risco de desenvolver demência e 17% menor risco de comprometimento cognitivo.
Além disso, tocar um instrumento musical também mostrou benefícios, sendo associado a uma redução de cerca de 35% no risco de demência. Os pesquisadores sugerem que atividades musicais podem estimular diversas áreas do cérebro, contribuindo para a manutenção da memória e das funções cognitivas durante o envelhecimento.
Os resultados indicam que a música pode ser uma estratégia simples e acessível para promover a saúde cerebral e possivelmente ajudar a retardar o aparecimento da demência, embora o estudo mostre associação e não prove causalidade direta 🧠🎵
Siga @autoexplicando para aprender todos os dias. 🩺
Fonts: (DOI: 10.1002/gps.70163)

sexta-feira, 13 de março de 2026

PROGRAMAÇÃO ATUAL DA GUAPIRAMA WEB RÁDIO - (GWR)



SEXTA-FEIRA 13 - FEVEREIRO DE 2026

Hoje é o dia em que a Mãe de Calor-de-Figo limpa os dentes com uma escova fabricada com os pentelhos da sogra de Belzebu, a madrasta de Caralho-de-Asas come bimba de gato frita em sebo de bode, a nêga Espanta-Cacete amarra o pixaim com biliros feitos de ossos de cachorro doido, a madrasta de Cavalo-do-Cão come barro e caga tijolo pra levantar a caverna do Tinhoso, a cabôca Traça-Pica faz careta pra Tranca-Rua em cima de um pinico de loiça, a enfezada Catraia Sibita lava a priquita com o mijo da Besta Fera pra se enxugar com um pedaço da estopa de Maria Mulambo e a irmã de Pancanha cata chatos na barba do cabôco Papa-Cu.

É dia de ter muito cuidado, assim feito quem procura pinico com os pés no escuro.

Quem lê, gosta, aprecia e divulga o Jornal da Besta Fubana está a salvo, será feliz, terá um dia excelente e um futuro cheio de boas coisas.

Assim como excelente terá este final de semana e todo ao resto deste ano de 2026.

Já os farrapos humanos que poluem os ares do mundo, preparem os furicos: o moleque Bimba-de-Alavanca tá pronto pra fazer sua parte.

Ele já está de pajaraca armada pra enrabar tudo quanto é idiota e tabacudo deste mundo cheio de gente encrenqueira.

E fiquem de pregas preparadas os componentes de uma lista que está aqui comigo. Uma lista formada um monte de almas sebosas que fedem que só a peste.

Serão devidamente enrabados pelo moleque Bimba-de-Alavanca e ficarão todos de furicos afolosados.

E, pra fechar a postagem com chave de ouro, peço ajuda ao meu querido amigo e conterrâneo de Palmares, o catimbozeiro Sikêra Júnior, uma das maiores audiências do Brasil, pra dar um descarrego da pesada nesta sexta-feira da gôta serena, da bobônica preta, do caralho-a-quatro, do priquito apimentado, do estopor calango, da bixiga lixa e da febre do rato.

Fala, Sikêra!!!

segunda-feira, 9 de março de 2026

O JUMENTO E O COMPUTADOR

 

Sou sertão. Sertão que já pariu tanta poesia e verso e continua a inspirar quem conhece o sagrado terreno dessas terras. E daí saem cantigas e prosas a motivar os cabras e as cabrochas carentes de um abraço ou cafuné. É um tocador de fole numa esquina qualquer, um cego de feira ou um cantador versejando palavras, um poeta inspirado que bebe no bar a cachaça da alegria e tira gosto com pedaços de saudade, e assim mantém a claridade divina das coisas do interior, que não saem do nosso interior. Feliz de quem, como eu, teve a ventura de desabrochar no sertão e conhecer a luz do sol debaixo de um céu azul, que só se vê por lá. Anjos e Deuses haverão de cuidar sempre desse pedaço de chão. Chão em que vive o jumento amigo, injustiçado quando a ele se concede a falta de compreensão que lhe é culturalmente atribuída. Por isso, faço questão de destacar meu apreço pelo animal e a antipatia natural que tenho pelas ‘modernagens’ cibernéticas. Vai ver o problema é do USB – Usuário Super Burro. Viva o Sertão, o jumento e dane-se a máquina de fazer doido chamada computador, com seus imeios, zaps e facebooks.

ANKITO, O MAIOR HUMORISTA BRASILEIRO

    Ankito, nome artístico de Anchizes Pinto (nasceu em São Paulo, 26 de fevereiro ou 26 de novembro de 1924, e faleceu no Rio de Janeiro em...