segunda-feira, 29 de junho de 2026
DOMINGOS DE SOL PLENO E ALMA LEVE
Não obstante sua disciplina de vida, ele abominava as burocracias da arte: não suportava ensaios, desprezava passagens de som e detestava partituras. A bem da verdade, ele estava bem acima disso tudo e não precisava dessas ‘bobagens’. Este o homem que aprendi a admirar ainda mais com a convivência próxima nos seus derradeiros anos de vida. Alguns, não sei o porquê, tentavam atribuir-lhe cores ideológicas. Perda de tempo: os bons de coração, os homens de bem, ainda que tenham preferências partidárias, suas qualidades como homem/artista se sobrepõem ao colorido dos partidos políticos, tornando-os, os partidos, menores ainda do que são.
Ele transpirava arte. Certa feita ousei perguntar-lhe quanto tempo ele, Sivuca e Oswaldinho ensaiaram para a gravação de CADA UM BELISCA UM POUCO e, ele, com um sorriso maroto do anjo que é, respondeu-me com toda a candura que só os doces anjos possuem, que não tinha havido necessidade de ensaio. Perguntei por perguntar: em se tratando dele e de seus dois companheiros, claro está que ensaios não passavam de mera formalidade, uma perda de tempo. O talento inato substituía qualquer ensaio.
Na fila de entrada do céu, passou na frente de um monte de gente e São Pedro, ao permitir sua entrada, o aplaudiu de pé. Aquele céu era o lugar merecido de quem na vida foi um exemplo de humildade, de quem viveu espalhando bondade e fazendo o bem. Era o sinônimo perfeito de generosidade com todos os que o rodeavam, eu, inclusive. Como exemplo, relato que recebi dele 12 cantigas e um pedido dele para que colocasse letra nas suas canções: missão mais honrosa? O resultado foi o LUAR AGRESTE NO CÉU CARIRI, disponível nas plataformas virtuais. Este, o Domingos que valia por todos os domingos do calendário, o músico e homem extraordinário de todos os dias da semana, de segundas a domingos. Salve Dominguinhos, sempre.
Autor: xico bizerra
sábado, 27 de junho de 2026
PARTE DE SUA MÃE AINDA VIVE DENTRO DE VOCÊ, LETERALMENTE
Durante a gravidez, a troca entre mãe e bebê não acontece apenas por nutrientes e oxigênio. Algumas células da mãe conseguem atravessar a placenta e entrar no corpo do feto. Depois disso, elas podem permanecer ali por muitos anos, em um fenômeno conhecido pela ciência como microquimerismo materno.
Essas células não desaparecem logo após o nascimento. Pesquisas já mostraram que elas podem continuar vivas por décadas, mesmo representando uma quantidade extremamente pequena em comparação ao total de células do corpo.
Apesar de serem minúsculas em proporção, isso ainda pode significar milhões de células maternas espalhadas pelo organismo ao longo da vida. Elas já foram identificadas em diferentes partes do corpo humano, como sangue, fígado, pulmões, coração e até no cérebro.
O que torna esse fenômeno ainda mais intrigante é o fato de essas células conseguirem permanecer no corpo sem serem eliminadas pelo sistema imunológico, mesmo não sendo originalmente da própria pessoa. Em alguns estudos, células maternas foram encontradas em adultos com mais de 40 e até 50 anos.
Ainda não há uma resposta definitiva sobre tudo o que elas fazem. Alguns cientistas acreditam que essas células podem participar da reparação de tecidos danificados. Outros estudos investigam se elas também podem ter alguma ligação com determinadas doenças autoimunes.
Por isso, o microquimerismo materno continua sendo um dos vínculos biológicos mais misteriosos entre mãe e filho.
A maternidade, portanto, não deixa marcas apenas na memória, no afeto ou na história de uma pessoa. Em muitos casos, ela também permanece de forma física, silenciosa e real, dentro do próprio corpo.
BY : CONSCIÊNCIA CURIOSA
ADEUS AURÉLIO E HOLLERITH
Máquina de processar cartões perfurados
Estávamos, eu e o Marco Aurélio, num Cartório de Registros Civil de Pessoas Naturais – como se pessoas humanas fossem artificiais – quando ouvimos modesta senhora, solicitar o registro de uma filha recém-nascida, cujo nome seria Hollerith.
O atendente, curioso, exclamou: Diferente este nome, não é senhora?! Como conseguiu?
É que meu marido trabalha num Banco e todo final do mês ele vem falando nessa tal de Hollerith e de tanto ouvir isso, achei interessante dar este nome à nossa filha. Singular, não?!
Na verdade, ela ouvira falar, verdadeiramente, no Sistema de Cartões Perfurados, usado na contabilização bancária até o início dos anos 1950.
Herman Hollerith (1860–1929) foi um inventor e estatístico norte-americano, pioneiro no processamento automático de dados. Ele criou a máquina tabuladora eletromecânica e os cartões perfurados, tecnologias que revolucionaram a computação e deram origem à empresa IBM. Seu sobrenome virou sinônimo de comprovante de pagamento de salário no Brasil. Isso aconteceu porque o processamento e cálculo de folhas de pagamento em cartões perfurados foram introduzidos por suas empresas no mercado corporativo.
Os cartões perfurados tiveram grande importância na história da estatística, do processamento de dados e dos pagamentos de funcionários nas empresas mais modernas.
Anteriormente se costumava chamar o envelope-de-pagamento mensal de: “Espelho” ou, igualmente, “Contracheque”; nomezinho fuleiro, porque deveria chamar-se: “A favor do cheque”, porque tal “demonstrativo” garantia ao funcionário verificar o crédito os débitos e o saldo por seu trabalho mensal, a fim de sacar seus cheques, coisa que também já desapareceu.
Na verdade, Hollerith identificava o tal Sistema de Processamento de Dados, que se efetivava através do uso de u’a máquina, com teclado semelhante à de datilografia, que perfurava cartões e uma outra, que os processava, produzindo Folha-de-pagamentos, balanços, etc.
Com o advento dos computadores, anos mais tarde, o sistema caiu em desuso, mas o apelido passou a ser até nome de gente, como vimos na historieta.
Vivi outros momentos da tecnologia bancária. Transitei pelas duas épocas. D. Edna sentava-se junto ao Contador do City Bank, sr. Afonso Leão, munida de um um caderninho listado e um lápis. Ouvia as informações, desenhava uns garranchos conhecidos como estenografia ou taquigrafia, que representavam a “escrita ligeira” e dali saíam notas para as cartas que eram datilografadas.
Dicionário Caldas Aulete
Afonso Leão, “professor” de Português, sempre mantinha perto de sua mesa um Dicionário Caldas Aulete. Certa vez, por mim indagado porque sempre estava consultando aquele livrão, me respondeu:
Meu filho, se você não ler muito o dicionário, está “bebido” nos futuros concursos. E eu que vivo escrevendo cartas e ensinando nosso idioma para alunos dos “cursinhos”, necessito deles a todo instante. E você sabe que tal livro é conhecido como “O pai dos burros”?!
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa
Mas, como tudo o tempo leva, o livrão de Francisco Júlio de Caldas Aulete, que hoje possui uma versão atualizada com mais de 818 mil verbetes, perdeu alguns pontos para um outro dicionário, mais popular, conhecido pelo apelido de “Aurelião”, obra que consagrou o mestre Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, que, aliás, tem parentesco com o cantor Chico Buarque.
E nesse vai-e-vem dos modernismos tecnológicos, a obra do “Mestre das Alagoas” também está sendo sobrepujada pela Inteligência Artificial.
Portanto, já se pode dar adeus a Aurélio e Hollerith.
Autor : Carlos Eduardo Santos
sexta-feira, 26 de junho de 2026
CURA SEM CORTES
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Toda boa ideia começa com uma vontade simples: fazer diferente. A Import M&M nasceu da paixão por tecnologia, curadoria e boas oportuni...





