segunda-feira, 1 de junho de 2026

O TERCEIRO ESTADO DE EXISTÊNCIA ENTRE A VIDA E A MORTE

 



A ciência acaba de apresentar uma ideia que parece saída de um filme: talvez exista uma espécie de “terceira condição” entre estar vivo e estar morto.

Pesquisadores observaram que, mesmo depois da morte de um organismo, algumas células ainda podem continuar ativas por certo tempo. Mais do que isso: em ambientes adequados, elas podem se reorganizar, trabalhar juntas e formar pequenas estruturas vivas capazes de se mover.
Em experimentos com embriões de sapo já mortos, células da pele foram colocadas em uma solução nutritiva. Em vez de apenas permanecerem isoladas, elas começaram a se agrupar sozinhas e deram origem aos chamados xenobots, pequenos organismos microscópicos com comportamento próprio.
Essas estruturas não ficaram paradas. Elas conseguiram se locomover, reparar danos em si mesmas e até criar novas versões ao organizar outras células livres ao redor. Em testes parecidos, células pulmonares humanas também formaram os chamados anthrobots, capazes de se mover e auxiliar na recuperação de tecidos nervosos danificados.
A descoberta chama atenção porque pode mudar profundamente o futuro da medicina regenerativa. No futuro, estruturas feitas com células do próprio paciente talvez possam ser usadas para levar remédios diretamente até tumores, ajudar na regeneração de órgãos lesionados ou até remover obstruções em vasos sanguíneos.
Como esses biobots seriam produzidos a partir do próprio corpo da pessoa tratada, a chance de rejeição pelo sistema imunológico seria muito menor. A pesquisa também levanta uma pergunta poderosa: se células de um organismo morto ainda conseguem se transformar em algo novo, onde exatamente termina a vida?
Fonte: Noble, P. A., & Pozhitkov, A. “Biobots arise from the cells of dead organisms – pushing the boundaries of life, death and medicine.” The Conversation.

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