Em entrevista recente, o engenheiro Marcelo Zuffo mergulhou no estado da tecnologia no Brasil e nos riscos de ficar para trás na corrida da inteligência artificial. Ele lembrou que o país tem ilhas de excelência em pesquisa e hardware – como centros de computação avançada e laboratórios de microeletrônica – mas ainda sofre com gargalos estruturais, pouca coordenação e dependência de soluções importadas.
Zuffo chama atenção para o impacto de agentes de IA, robôs e automação no trabalho, destacando que a transformação digital não é mais “coisa de futuro”, e sim algo que já atravessa chão de fábrica, campo e escritório todos os dias. Para ele, a questão central não é “se” a IA vai mudar o país, mas “quem” vai controlar essa mudança e “para quem” ela vai gerar valor.
A conversa também toca em temas como soberania tecnológica, necessidade de investimento em formação de engenheiros, técnicos e cientistas de dados e o risco de virar apenas consumidor de sistemas desenvolvidos em outros países, sem capacidade real de auditá-los ou adaptá-los à realidade brasileira.
Na prática, o recado é direto: ou o Brasil encara a IA como infraestrutura crítica – ao lado de energia, telecom e transporte –, ou corre o risco de virar dependente digital, pagando caro por tecnologia que nem sempre entende.

Nenhum comentário:
Postar um comentário