sábado, 28 de fevereiro de 2026

CORDEL DECLAMADO - MUDANÇAS DO TEMPO

 

PLANETA CONSCIÊNCIA (By: JH2)



Eu já vi muita coisa, boa e ruim. Viajei muito e conheci muitos planetas. Em uma dessas viagens, conheci um planeta chamado “Consciência” e, lá, descobri uma aldeia futurista construída — adivinhem por quem? — por garotos brasileiros! Eles me contaram muitas coisas. Abandonaram o planeta Terra. Seus pais os procuram até hoje, mas, infelizmente, eles não voltarão mais para casa. Eles não conseguiam entender o povo daqui da Terra. Extermínio de pessoas em nome de Deus! Bebês sendo descartados em córregos e latas de lixo.
Rapazes da classe média, sustentados por pais que ocupam cargos de grande importância, saem pelas ruas e avenidas, na calada de noites quentes, a fim de “aprontar”. Queimam índios e sem-teto, atiram em placas de trânsito, espancam gays e negros etc. Uma emissora de TV contraditória chega a oferecer um milhão de reais como prêmio a um grupo de jovens para ficarem se expondo, tomando álcool, fumando e mostrando suas intimidades para telespectadores desmotivados, que precisam preencher seu tempo ocioso. Em outra ocasião, a mesma emissora faz campanha para arrecadar fundos para grupos carentes?.
- Estranho! — disseram as crianças do planeta “Consciência”.
As crianças do planeta “Consciência” me contaram que, em um local oculto da Terra, elas se reuniam todos os dias a fim de desenvolver uma nave espacial cujo combustível era o saber. E, em um dia marcado, deram a partida na nave e viajaram rumo ao desconhecido, até encontrar o planeta “Consciência”. Informaram-me que ainda mantêm contato com o planeta Terra, mas somente para recolher outras crianças “conscientes”.
O último garoto que falava comigo complementava o relato dizendo que, lá, eles não se comunicavam mais por palavras, e sim por telepatia — fim da hipocrisia. Ele conversava comigo em meio à penumbra e, então, eu lhe pedi que se aproximasse mais. Meu Deus! Quando vi o seu rosto, levei um choque: o garoto... tinha a minha cara...
Por: JH2

GUAPIRAMA - PARANÁ

  

FUI PARA O MEU QUARTO (By: JH2)



 Fui para o meu quarto.

Ali, onde o mundo silencia e a alma fala baixo.
Fechei a porta não para fugir,
mas para me encontrar.
O quarto me acolheu com suas paredes cansadas de ouvir segredos,
com a cama que conhece meus sonhos e meus medos,
com a janela que deixa entrar a luz quando o coração pede esperança.
Fui para o meu quarto
para organizar pensamentos bagunçados,
para deixar cair as lágrimas que não pedem explicação,
para respirar fundo e lembrar quem eu sou.
É nesse pequeno espaço
que o tempo desacelera,
que a dor se transforma em aprendizado
e o silêncio vira companhia.
Fui para o meu quarto
e voltei um pouco mais forte,
um pouco mais inteiro,
porque às vezes é no recolhimento
que a gente se reconstrói.

(BY JH2) 

O TREM DE FOGO


O trem de fogo corta a noite escura,

Serpente viva de aço e clarão,
Rasga os trilhos do tempo sem censura,
Levando sonhos, dores e paixão.
Seu apito é um grito antigo,
Eco de carvão e solidão,
Chama que aquece o destino
De quem parte sem saber o chão.
As rodas batem como um coração apressado,
Tum-tum… tum-tum… em combustão,
Cada vagão carrega um passado
E um futuro embrulhado em ilusão.
O trem de fogo não pede licença,
Ele passa — intenso, voraz,
Queima a saudade, a crença,
E deixa cinzas onde a alma jaz.
Mas também ilumina caminhos,
Como tocha em noite sem luar,
Mostra que até nos trilhos espinhos
Há coragem para continuar.
Quando some no horizonte em brasa,
Fica no ar um cheiro de eternidade:
O trem de fogo nunca se apaga,
Ele vive na memória da humanidade.
(By: JH2)


O MONARCA DA AURORA (By: JH2)


Lá vem ele, o gigante de crista de brasa, Com passos de ferro que tremem o chão, Não é apenas ave que habita uma casa, É um bicho de lenda, um pequeno dragão.

Suas penas são mantos de seda e de ouro, Refletindo o brilho de um sol matinal, Dono do pátio, guardião do tesouro, Um rei sem coroa, de porte real.
Quando estica o pescoço pro azul do infinito, O mundo silencia pra ouvir seu clamor, Não é um canto, é um brado, um grito, Que acorda a semente e desperta a flor.
As asas imensas, como velas de barco, Batendo o compasso de um tempo ancestral, Seu peito estufado desenha um arco, No palco de terra do seu quintal.
Ó galo gigante, de olhar justiceiro, Que mira o horizonte com tal prontidão, És a alma viva de todo o terreiro, O dono do tempo e do meu coração.
(JH2)

PARECE VOCÊ!


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JUSTIN BIBA - PARÓDIA JUSTIN BIEBER

 





Justin Drew Bieber é um cantor, compositor e ator canadense. Considerado um ícone pop, ele é conhecido por suas performances musicais multigênero. Ele foi descoberto por Scooter Braun em 2008 e trazido aos Estados Unidos por Usher, que formaram a RBMG Records para contratar Bieber em outubro daquele ano.Você quer saber mais sobre o cantor Justin Bieber? Então, clique AQUI

JUSTIN BIEBER ATUALMENTE



MANÉ CABELIM

 MANÉ CABELIM - AUTOR : JESSIER QUIRINO

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A ORIGINAL E A VERSÃO #16 (THE POWER OF LOVE)

 A música é uma linguagem universal. Algumas canções atravessam décadas, oceanos e idiomas, ganhando novas interpretações, novos sentidos e novas emoções. Muitas delas nasceram em um país e foram recriadas no Brasil e em várias partes do mundo, provando que uma boa melodia não pertence a um só  povo, mas à humanidade inteira.

Jennifer Rush - The Power of Love /Rosanna Fiengo - O Amor e Poder


Jennifer Rush, nome artístico de Heidi Stern é uma cantora norte-americana, mais conhecida pelo single "The Power of Love", lançado em 1985, que entrou para o Guinness Book como o single de uma ...Quer saber mais sobre a cantora Jennifer Rush? Então clique AQUI


Rosana Fiengo (São Paulo7 de março de 1954),[1] popularmente conhecida por Rosana e, posteriormente, como Rosanah Fienngo, é uma cantora brasileira. Seu grande sucesso foi a canção "O Amor e o Poder", que fez parte da trilha da telenovela Mandala.Quer saber mais sobre a cantora Rosanah Fienngo? Então clique AQUI

PIADAS E ANEDOTAS #29

 

ATRIZES - ANTES E O DEPOIS!

O PISTON DE MANULA

 


Há quem considere Jorge de Lima, O maior poeta da língua portuguesa, foi também excelente romancista. No posfácio do romance Calunga compreendi a musicalidade da região das lagoas. Jorge afirma que os índios caetés acompanhavam os guerreiros na peleja incitando, tocando flautas e gaitas. Ainda hoje entre seus descendentes encontram-se exímios tocadores de pífano.

Depois dessa abertura, conto a história de amor acontecida na pequena cidade de Santa Luzia do Norte, à beira da Lagoa Mundaú. Como não sou de mentir, quem duvidar do meu escrito dou como testemunha, o ator global, poeta, diretor, Chico de Assis, nascido e criado naquela cidade e sobrinho do músico Otaviano de Assis Romeiro, que aos oito anos era excelente tocador de flauta. Otaviano tornou-se famoso como Maestro Fon-Fon no Rio de Janeiro e Europa. Alagoas se orgulha do célebre maestro e do Chico de Assis.

Em Santa Luzia do Norte havia uma pequena orquestra, dirigida pelo Maestro Wanderley, ele convocava os jovens da cidade para tocarem na Banda Municipal. Era uma atração da cidade; nos dias de festas, tocava até em povoados e cidades vizinhas. Durante o carnaval o povo se enchia de alegria com a Banda arroxando no frevo e a moçada alegre, pulando, dançando, cantando.

Certa vez o Maestro Wanderley recebeu a visita do jovem Manula, ele gostaria de tocar na banda. Ao fazer um teste com instrumento de sopro, Wanderley ficou fascinado com o talento do jovem negro, alto e bonito. Depois de um ano tocando na banda, Manula tornou-se atração com o som do piston, timbre focado e brilhante, ele tornava a música mais expressiva. Era o orgulho do Maestro descobridor de talentos.

Perto da casa de Manula, morava Inês, negra bonita, alta, sua beleza chamava a atenção. Ele a conheceu na Festa da padroeira, dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia. Inês ficou encantada com Manula quando ele tocou solo, a Ave Maria na Igreja. Os dois, daquele dia em diante, começaram a se encontrar, a namorar, sempre com o olhar vigilante dos pais que não queriam o namoro da filha com um músico, sem futuro.

Manula morava com a mãe viúva que recebia uma pensão. Dava para manter uma vida simples. Contudo, Manula tinha ambições e sonhos. Quando estava com Inês se sentia feliz, eram apaixonados, pensavam em casar assim que Manula pudesse sustentar a família. A ambição de Manula era entrar no Exército para tocar na Banda do Quartel e estudar música. As ambições se tornaram cada vez mais difíceis. Não havia emprego na cidade. Ele sempre pensando em Inês. Certa vez, o maestro Wanderley o levou para tocar em Maceió numa “Jazz Band” formada por militares, eles tocavam em festas de aniversários e de clubes. Ele foi aprovado. No final das festas Manula dava um show solo de jazz com piston ou trompete.

Depois da tocada ele retornava de Maceió logo cedo de canoa. Procurava Inês mostrava o que havia ganho no fim de semana. Em pouco tempo, por seu talento, ficou conhecido e nos finas de semana ganhava um dinheirinho, guardava, pensando no casamento com Inês, cada vez mais apaixonado. Certo sábado ele tocava na “Jazz Band” no Clube Fênix, acompanhando o show do cantor alagoano Alcides Gerardi que ficou encantado com o talento, com o som de Manula. Convidou-o a acompanhá-lo numa turnê pelo Brasil. Depois de conversar com Inês, mostrando quanto iria ganhar, partiu para turnê de seis meses Brasil afora. Não tinha tempo de escrever, não havia telefone DDD, Manula ficou meio ano sem ver seu amor.

Depois de seis meses retornou a Santa Luzia do Norte. Ainda navegando na canoa recebeu a notícia, a maior decepção de sua vida. Inês havia casado.

Entrou em casa, abraçou a mãe, meio aéreo, deitou-se na cama, entrou numa depressão profunda, não chorou, mas sentia uma dor profunda dentro das entranhas. Enterrou seu valioso piston no quintal. Todas as manhãs regava o “túmulo” do piston. Assim continuou por muito tempo. Até que chegou o carnaval. Quando a banda arrastava a mocidade pelas ruas, Wanderley teve a ideia, passaram na casa de Manula e tocaram o Vassourinhas, chamaram o grande músico para o Carnaval. Pela primeira vez depois de seu retorno, Manula sorriu. Foi ao quintal, desenterrou o piston, deu três sopros, se juntou aos amigos na frente do Bloco tocando seu som inconfundível. O Carnaval fez milagre, ressuscitou Manula.

By: Carlito Lima

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Piadas e Anedotas #28

JUSTIÇA PARA LÉO LINS – MAS ATÉ QUANDO?


TRF-3 reverteu condenação do humorista Léo Lins na primeira instância, por considerar que piadas não constituíam crime

Apenas na última semana, comentamos três casos que demonstram o grau avançadíssimo de deterioração da liberdade de expressão no Brasil – o do presidente da Unafisco Nacional, chamado a depor como investigado por críticas ao STF; o do padre forçado a assinar um acordo de não persecução penal após falas sobre divindades afro-brasileiras; e o da estudante feminista processada por criticar a ideologia de gênero. Mas, nesta segunda-feira, a 5.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região mostrou que a liberdade de expressão, mesmo que por aparelhos, com muita dificuldade, ainda respira. O colegiado anulou a condenação absurda e desproporcional do humorista Léo Lins por crime de discriminação, com agravante de “contexto ou intuito de descontração, diversão ou recreação”.

Em junho do ano passado, Lins foi condenado na primeira instância a oito anos de prisão, multa de 1.170 salários mínimos e indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos, devido a piadas feitas em um show de stand-up comedy que teve ampla divulgação no YouTube. Antes disso, o conteúdo já havia sido removido do ar, os perfis do humorista sofreram censura prévia, e até o direito de ir e vir de Lins havia sido cerceado com restrições a viagens, inviabilizando as turnês que são fundamentais para o ganha-pão desse tipo de artista. As piadas, de fato, envolviam minorias, como portadores de deficiência, ou temas sensíveis, como a escravidão – Leo Lins jamais negou isso (e nem haveria como, pois se tratava de fato evidente). Mas apenas isso não é suficiente para configurar um crime.

Tanto o Ministério Público quanto a juíza de primeira instância que condenou Lins cometeram um erro primário – grotesco, diríamos, para quem ocupa tais cargos. Em vez de analisar primeiro se foram cometidos os crimes previstos na Lei Antirracismo (como negar direitos ou acesso a certos locais, “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro” ou mesmo “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”) para só então, constatado o crime, aplicar a agravante do contexto humorístico, a piada foi considerada de imediato criminosa, mesmo que não houvesse a intenção de cometer crime contra a honra, ou de desumanizar um grupo específico, ou de incitar a violência e a discriminação. Tratava-se de puro animus jocandi, protegido pela jurisprudência brasileira, sem o animus caluniandi, diffamandi vel injuriandi que, este sim, constituiria crime.

Felizmente, dois dos três julgadores da 5.ª Turma (o desembargador relator e uma juíza convocada) colocaram de volta os bois na frente do carro. Eles consideraram que, nos conteúdos do humorista, não havia racismo, nem preconceito de qualquer tipo, nem intenção de agredir e injuriar, nem desumanização; havia apenas piada, ainda que ácida, ainda que até mesmo deselegante, ou inoportuna. Não havia crime, portanto, e então aplicaram o inciso III do artigo 386 do Código de Processo Penal, pelo qual “o juiz absolverá o réu, mencionando a causa na parte dispositiva, desde que reconheça: (…) não constituir o fato infração penal”. O desembargador que foi voto vencido defendeu a manutenção da condenação, mas com pena e indenização menores, em um sinal do quão absurda havia sido a pena inicial atribuída ao humorista, maior que a de muitos crimes como furto ou sequestro.

Ainda que a análise da culpabilidade se encerre sempre na segunda instância (ao menos em tese), o Ministério Público Federal ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e, neste caso, espera-se que a corte aplique a primeira de suas teses sobre crimes contra a honra: “para a configuração dos crimes contra a honra, exige-se a demonstração mínima do intento positivo e deliberado de ofender a honra alheia (dolo específico), o denominado animus caluniandi, diffamandi vel injuriandi. Mas não seria surpreendente se o caso acabasse chegando até ao STF, e é por isso que não há como tratar a absolvição de Léo Lins no TRF-3 como uma vitória definitiva da liberdade de expressão; afinal, trata-se do Supremo que aceitou denúncia contra o senador Sergio Moro exatamente por causa de uma piada.

By : Editorial Gazeta do Povo

 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

XIMBICA - VOU DE TACHI!

 


Ximbica, personagem criada pela webdesigner Lia, foi um fenômeno da internet brasileira por volta de 2009-2012, conhecida como uma diva da música "trash pop" ou "eletropop blaster". Famosa por paródias ousadas como "Ximbication" (Madonna) e "Libera a Saída" (Mariah Carey), ela ganhou o prêmio de Artista Revelação no PapoMix da Diversidade em 2012. 

Estilo e Sucesso: A personagem era marcada por maquiagem forte, figurinos extravagantes, uso de perucas e músicas autorais que misturavam humor e deboche.
Paródias Famosas: Além de "Ximbication", lançou paródias como "Vou de Táchi" (Angélica) e uma versão de "Telephone" (Lady Gaga e Beyoncé) com Nany People.
Retorno: Após um período afastada e sem grandes ganhos financeiros com a personagem, Lia tentou retomar a carreira de Ximbica nas plataformas digitais anos depois.
Personagem: Lia definia a personagem não como cantora profissional, mas sim como alguém "cara de pau" e ousada, focada na diversão e no cenário de internet da época. 

COM A CANTORA ANGÉLICA (VERSÃO EM PORTUGUÊS)

A CANÇÃO ORIGINAL

PIADAS E ANEDOTAS #27

 


FAUSTÃO E A TURMA DA PESADA

domingo, 22 de fevereiro de 2026

RICHARD BENSON - RENEGADE (UMA HOMENAGEM)

 UMA HOMENAGEM AO GUITARRISTA FALECIDO EM  10 DE MAIO DE 2022, EM ROMA - ITÁLIA


Richard Benson foi um guitarrista, compositor, produtor musical e personagem cult do rock, nascido na Inglaterra e radicado na Itália, onde se tornou amplamente conhecido tanto por sua trajetória musical quanto por sua personalidade excêntrica e controversa.

🎸 Carreira musical

Richard Benson iniciou sua carreira ainda jovem, destacando-se como guitarrista virtuoso, profundamente influenciado pelo rock clássico, hard rock e heavy metal. Ao longo das décadas de 1970 e 1980, trabalhou como músico de estúdio, produtor e colaborador de diversos artistas italianos, sendo respeitado no meio musical por seu conhecimento técnico, ouvido apurado e experiência internacional.

📺 Figura midiática e controversa

Com o passar do tempo, Benson passou a se destacar também na televisão italiana, onde se tornou uma figura cult. Suas aparições eram marcadas por críticas duras, linguagem direta, sarcasmo ácido e um comportamento considerado provocador. Ele ficou famoso por comentar apresentações musicais com extrema franqueza, o que dividia opiniões: alguns o viam como um gênio incompreendido; outros, como uma figura exagerada e polêmica.

🧠 Personalidade e legado

Apesar das controvérsias, Richard Benson era reconhecido por sua inteligência musical, vasto conhecimento da história do rock e habilidade técnica na guitarra. Para muitos fãs, ele representava a essência rebelde do rock: anticomercial, irreverente e sem concessões.

Com o tempo, tornou-se um ícone underground na Itália, especialmente entre jovens e amantes do rock alternativo, sendo lembrado não apenas pela música, mas por sua autenticidade extrema.

🕊️ Últimos anos

Nos últimos anos de vida, Benson enfrentou sérios problemas de saúde, o que comoveu fãs e colegas músicos. Após sua morte, foi lembrado como uma figura única, impossível de ignorar — alguém que viveu o rock intensamente, até o fim.

👉 Em resumo: Richard Benson foi um músico talentoso, crítico feroz, personagem excêntrico e símbolo do espírito mais cru e verdadeiro do rock. Uma figura que ultrapassou a música e se transformou em mito cultural. 🎶🔥

FIM DO ALZHEIMER

 


🧠
A ciência brasileira acaba de apresentar ao mundo um resultado histórico: pesquisadores da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, comprovaram em estudo clínico que a cannabis medicinal recupera parte da memória em pacientes com Alzheimer e desacelera a progressão da doença.
A pesquisa — considerada pioneira no mundo nesse tipo de ensaio clínico — foi realizada com 28 voluntários entre 60 e 80 anos ao longo de seis meses. Metade recebeu extrato de cannabis com doses minúsculas de THC e CBD, enquanto a outra metade tomou placebo. Ao final, os pacientes tratados com cannabis ganharam pontos nas escalas cognitivas e recuperaram memória, enquanto o grupo placebo seguiu o declínio natural da doença.
Um dos casos mais emocionantes é o de dona Nair, de 76 anos, diagnosticada com Alzheimer desde 2017. O filho relatou que ela era agitada, irritada e vivia em conflito antes do tratamento. Após receber o extrato, tornou-se mais tranquila, comunicativa e estável. "Só sinto pena de não termos feito isso antes", disse ele.
O estudo foi desenvolvido em parceria com a UFRGS, a Abrace e a renomada Johns Hopkins University, nos EUA. Os pesquisadores acreditam que os canabinóides estimulam mecanismos de restauração de células prejudicadas pelo avanço da doença.
Apesar dos resultados positivos, os cientistas reforçam que são necessários estudos com grupos maiores para consolidar as conclusões. O próximo passo é investigar se a cannabis pode até prevenir o surgimento da doença.
💚🔬

CORDEL DECLAMADO - O BE A BÁ DO NORDESTE

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

O VIOLÃO E SEU CÉREBRO!


Estudar música — seja ouvindo com atenção, cantando ou tocando um instrumento — é um verdadeiro presente para a mente, o corpo e a alma. A música não é apenas entretenimento: ela é linguagem universal, terapia natural e alimento emocional.

Quando ouvimos música, nosso cérebro entra em atividade intensa. Áreas ligadas à memória, emoção, criatividade e concentração são estimuladas ao mesmo tempo. Isso ajuda a reduzir o estresse, aliviar a ansiedade, melhorar o humor e até combater sintomas de depressão. Uma boa música pode acalmar o coração, organizar os pensamentos e trazer equilíbrio interior.

tocar um instrumento vai ainda mais longe. É um exercício completo para o cérebro: coordenação motora, disciplina, paciência e raciocínio trabalham juntos. Crianças, adultos e idosos se beneficiam igualmente. Em pessoas mais velhas, a música ajuda a preservar a memória, a atenção e a agilidade mental. Em jovens, melhora o foco, a autoestima e a capacidade de aprender.

Além disso, a música faz bem ao corpo. Ela influencia a respiração, o ritmo cardíaco e até a pressão arterial. Tocar, cantar ou simplesmente ouvir uma melodia prazerosa libera substâncias ligadas ao bem-estar, trazendo sensação de prazer e relaxamento.

Mas talvez o maior poder da música esteja no lado emocional e humano. A música consola, inspira, une pessoas, conta histórias e dá voz ao que muitas vezes não conseguimos expressar em palavras. Ela é companhia nos momentos difíceis e celebração nos momentos felizes.

Por isso, o conselho é simples e valioso: estude música. Não importa a idade, o estilo ou o nível de conhecimento. Comece ouvindo com mais atenção, explorando gêneros diferentes. Se puder, aprenda um instrumento, mesmo que seja aos poucos. Não busque perfeição — busque prazer, expressão e crescimento.

Cuidar da música em sua vida é também cuidar da sua saúde, da sua mente e do seu coração. A música educa, cura, fortalece e humaniza. É um caminho acessível, profundo e transformador.


PARTITURAS PARA PIANO THE BEATLES CANÇÕES DE 1962 A 1974

Piano Songbook, com 291 Partituras em PDF de músicas da banda The Beatles de 1962 à 1974.



STOL DE BADALO

 

José Vasconcelos e Jô Soares garganteando

Geraldo, um amigo muito engraçado, sempre que nos encontrávamos, a prosa tinha espaços para a senvergonhice.

Certa manhã sentados num banco na praia de Boa Viagem, em lance discreto, segredou-me:

– Meus divertimentos prediletos são andar aqui na praia, pela manhã, com a patroa, e ao chegar em casa, estando o filho na escola, aproveito para dar uma “pombada”.

Soltei aquele sorriso mal-amanhado, com sinais de quem “comeu e não gostou”. Ao final do papo, meio confuso, indaguei-lhe:

– Que diabo é dar uma “pombada”?

– Ora, Carlos Eduardo: é um ato sexual. O pênis é a pomba. O bate e volta é a pombada!!

Dos meus sonhos realizados, durante estes 90 anos, um deles foi residir num prédio alto. Eu achava bonito ver aquele arranha-céu. Hoje moro num 15º pavimento e torna-se oportuno falar sobre pequenos incômodos; ou seja, comentar sobre uma pombada, no real sentido vernacular.

E falarei também sobre o “Estol de Badalo”, conforme a apresentação teatral do humorista José Vasconcelos, durante um “Programa do Jô”, cujo link pode ser acessado clicando aqui, pois esta crônica, que está mesmo “cheia de graça”.

Certo dia, passava das 12h. quando estávamos nos preparando para almoçar. De repente, batidas fortes de asas dentro de casa. Era uma pomba desvairada, que voando em baixa altura, entrara pela varanda e chegara à sala. Era uma pomba-rola.

A pomba-rola

Rápido esquivei-me e a ave inclinou-se, dando um “rasante”. Depois subiu, tal qual um buscapé. Livrou-se da lâmpada do teto e continuou, sem “Plano-de-voo” definido. Logo deu o primeiro “Estol de Badalo”. Tudo muito rápido e apavorante.

A família ficou inquieta quando gritei: “Pomba à vista!” Pensavam que era uma das minhas brincadeiras. Mas na verdade era uma “penosa” sem destino! Havia passado à jato pela varanda, sem convite, e entrou.

Voava à velocidade da luz e sem controle, endoidando todos nós. Logo em seguida, “arremeteu” e aplicou um “Estol de Badalo”.

Face à aproximação da esposa e do meu filho – ambos com toalhas nas mãos – a pomba resolve dar o “lance de emergência”. Havia endoidado mesmo, quando a gritaria começou a ecoar pelas paredes da casa. O incômodo era real e apavorante.

Correram para pegá-la, mas, sem prática “bombeirística”, complicou-se a busca. Instantes depois, escorraçada, escondeu-se atrás da máquina de lavar e logo foi segurada por meu filho, que a segurou. Que vitória! Pensei eu, iludido.

O nosso herói, cheio de orgulho, exibindo a pomba presa num pano-de-prato, resolve tirar uma foto e foi para o quarto, ficou perto do espelho, a fim de preparar o “cenário”, enquanto chegava o celular e a “fotógrafa”, para postar o episódio na internet. Seria certamente: “A pombada do ano.”

Porém, diante do espelho, o rapaz soltou uma das mãos para ajeitar o cabelo e a ave escapou novamente, mergulhando pra baixo da cama. E tome vassouradas para espantá-la. Até que, por exaustão, talvez, a pobre pediu paz e se entregou.

Como alguns sabem, a pomba-rola pertence à família dos Columbiformes, que são centenas de penosos, tendo esta o bico curto, corpo robusto e cabeça pequena. São excelentes voadores. Originalmente faziam seus ninhos nos paredões situados no litoral, adaptando-se perfeitamente aos paredões dos edifícios urbanos.

Por aí, os amigos já entenderam uma das desvantagens em se morar em prédios altos. Penosas pensam que estão nas falésias e fazem alí suas moradas, seus helipontos.

Finalmente, o momento feliz. A “penosa” foi capturada novamente, tirou fotos com a família, e levada à varanda, levantou voo para a liberdade, saindo ilesa do marcante episódio.

Adaptando a narrativa do amigo Geraldo, podemos dizer: Aí foi mesmo uma pombada!…

No decorrer do “pega pra capar”, houve um momento em que ficamos tão apavorados que abrimos a porta da sala e saímos para o hall, a fim de deixar a intrusa voadora refazer seu ”Plano de voo” e vislumbrar uma opção de escape. Os residentes vizinhos se juntaram para nos ajudar. Mas nada poderiam fazer. Apenas se concentraram no hall.

Findo o drama, uma vizinha, com ares de “salvadora da pátria”, depois de ouvir o relato detalhado do drama, saiu-se com inesperada expressão.

Bem, aí, nova surpresa, pois eu tinha a certeza absolutíssima de que a distinta senhora, não sabia o que estava dizendo, quando improvisou uma graçola e sorrindo mandou ver, aplicando a palavrinha marota do amigo Geraldo:

– Meu Deus, que pombada; verdadeiro Estol de Badalo!

Para saber mais sobre o coronel Braga, clique AQUI

(By : Carlos Eduardo Santos)

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